Era uma vez uma bruxa

PROFESSORAS: ELISABETE KOHN
MARIANA
MARLEY MARIA S. DEVIGILI

TURMAS: 1º Período A, B, C e D


TÍTULO: Era uma vez uma bruxa...

ÁREAS DE CONHECIMENTO: Linguagem oral e escrita, matemática, artes, movimento, natureza e sociedade.

OBJETIVO GERAL: Despertar na criança através da Literatura Infantil o prazer e o interesse pela leitura, enfatizando o Universo Folclórico das Bruxas, com a pretensão de desmistificar os diferentes conceitos em relação a elas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

• Colocar a criança em contato com o mundo mágico da Literatura Infantil;
• Incentivar o prazer pela leitura;
• Desenvolver o pensamento crítico e reflexivo;
• Desenvolver e aprimorar a linguagem oral;
• Conhecer diferentes tipos de bruxas e suas características;
• Estabelecer relação entre o real e o imaginário;
• Enfrentar e superar os medos e receios com relação aos personagens bruxas;
• Agregar valores éticos e morais, ressaltando as virtudes;
• Desenvolver o respeito pelo jeito de ser de cada um;
• Produzir trabalhos artísticos utilizando diversos recursos;
• Reproduzir obras de arte;
• Fazer experimentações de receitas culinárias;

JUSTIFICATIVA

A criança vive em um mundo repleto de fantasia e imaginação, um mundo cheio de significados e descobertas. Por estes motivos ela sente tanta fascinação e interesse pelas histórias: A criança se envolve e se identifica com os personagens e com as situações. E é muito comum encontrarmos bruxas nas histórias, que normalmente assumem personagens negativos, evidenciando e despertando na criança repulsa e medo, e muitas crescem acreditando que só existem bruxas do mal, que não gostam de crianças.
Desde muito pequena a criança é envolvida pelas histórias, que são experiências inconscientes do imaginário, porém enriquecedor, pois de acordo com a revista NOVA ESCOLA (2005): “ A fantasia ajuda a formar a personalidade e por isso não pode faltar na Educação”.
Ler histórias é uma atividade privilegiada na transmissão de conhecimentos e valores humanos em que valoriza o princípio ético na relação com o outro: o mal é denunciado e o bem é valorizado. (REVISTA CRIANÇA, 2005)
As histórias mexem com o imaginário das crianças, transportando-as para um mundo de fantasia e inconscientemente de aprendizagem.
ABRAMOVICH (2004), afirma que “Uma história de fadinhas, bruxinhas ou gigantes não significa que seja um conto de fadas, muito pelo contrário, tomar emprestado o nome dos personagens-chave desses contos não faz com que essas histórias adquiram sua dimensão simbólica, a magia não está no fato de haver uma fada já anunciada no título, mas na sua forma de ação, de aparição, de comportamento, de abertura de portas”.
Os contos são narrativas simples e simbólicas, capazes de transmitir experiências e emoções das crianças.
Se a criança aprende, por meio deles, a identificar e reconhecer nos outros e em si mesma pensamentos e sentimentos que ajudam ou atrapalham sua relação consigo mesma e com o outro, aprende a conviver com naturalidade com fortes elementos do inconsciente. Não se pode deixar, tanto educadores quanto à família, de apresentar à criança a esse mundo de fantasia e sonhos.
O autor ainda ressalta a importância de ouvir histórias para a formação de qualquer criança. Escutá-las é o início da aprendizagem para ser leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo. Podemos assim, começar a compreender a importância da Literatura Infantil no desenvolvimento cognitivo da criança.
Para BETTELHEIM (1999), o conto de fadas é a cartilha onde a criança aprende a ler sua mente na linguagem das imagens, a única linguagem que permite a compreensão antes de conseguirmos a maturidade intelectual. Assim, cada criança particularmente, procurará no conto de fadas, um significado diferente de acordo com suas necessidades e interesses em cada fase de sua vida. Os contos falam de medo (Chapeuzinho Vermelho), de amor (A Pequena Sereia), da dificuldade de ser criança (Peter Pan), de carências (João e Maria), de autodescobertas (O Patinho Feio), e de perdas e buscas (O Gato de Botas).
Na história, a criança se projeta momentaneamente nos personagens e penetra no mundo da fantasia, vivenciando um mundo mais estreito com seus sentimentos, e elaborando seus conflitos e emoções. Desta maneira ela cresce e se desenvolve.
A partir destes princípios, observou-se a necessidade de elaborar um projeto que pudesse contribuir na elaboração de novos conceitos: que não existem apenas bruxas do mal, que muitas são generosas/boas, e que gostam de crianças. Também tem como objetivo trabalhar valores éticos e morais, assim como a resolução de conflitos internos, proporcionando oportunidades de reflexão, vivências e experiências durante o processo de ensino-aprendizagem.



INTELIGÊNCIAS ENVOLVIDAS: Linguística, espacial, sinestésica corporal, pictória e pessoais.

TEMPO DE DURAÇÂO: Aproximadamente três meses

AVALIAÇÃO: Figura Analógica

Viajar por meio da Literatura Infantil com personagens fantásticos e com características tão específicas como das bruxas, fará com que, com certeza, a leitura do real passe pelo imaginário, na qual as crianças poderão conhecer e vivenciar diferentes histórias e diferentes tipos de bruxas: boas, más, engraçadas, atrapalhadas, entre outras.
A partir das histórias, desejamos criar um ambiente que favoreça a reflexão acerca das características e conceitos com relação aos personagens, com ênfase nas bruxas. Após, apresentar as crianças personagens pré-estabelecidos para que possam fazer suas avaliações de acordo com seu entendimento, maturidade e formação de valores éticos e morais. Explorando os personagens, percebemos que cada um tem um jeito todo especial de ser, com suas características e virtudes, assim como cada um de nós. Para uma melhor reflexão, elegemos uma atividade que pudesse mexer, de forma lúdica, com as emoções, os sentimentos e os conceitos, e com muita naturalidade as crianças consigam enfrentar seus medos, conflitos e vencer ansiedades.